Dermatofitose em Coelhos

Estudos Científicos
17/nov/2022

Principais Opções Orais de Tratamento



Dermatofitose em Coelhos

Características

 

A dermatofitose é a infecção originada por fungos que têm capacidade de invasão dos tecidos queratinizados de seres humanos e animais. Em coelhos jovens, a dermatofitose acomete com frequência animais oriundos de uma criação ou de uma loja de animais (FRANÇOIS QUINTON, 2005; KANE   1997; ZAGNOLI; CHEVALIER; SASSOLAS, 2005).  Entre os dermatófitos mais comum estão Trichophyton mentagrophytes, Microsporum gypseum, Microsporum audouinii, Trichophyton verrucosum, Trichophyton schoenleinii e Microsporum canis.


Entre estes destaca-se o Microsporum canis, que por ser zoofílico, está presente preferencialmente em animais domésticos e ocasionalmente no homem, tendo em nosso meio como principal reservatório os felinos jovens.


Sinais Clínicos

As lesões causadas por Microsporum sp variam conforme o indivíduo:

à Caracterizam-se de uma ou mais manchas circulares de alopecia com variável descamação;

à Alguns pacientes podem desenvolver a lesão clássica em anel com halo central sadio e pápulas foliculares finas e crostas na periferia, pelos quebradiços, eritema e formação de crostas amarelas que aparecem principalmente na ponte nasal, pálpebra, orelhas e patas (FRANÇOIS QUINTON, 2005);

à O prurido geralmente é mínimo ou ausente (COUTO; PINTO; SANTOS, 2014).


Formulações para Pacientes com Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer (DA é caracterizada pelo acúmulo de placas amiloides e pelo dano cognitivo nos indivíduos acometidos. Dados recentes sugerem que o processo inflamatório apresenta importante papel no desenvolvimento e na progressão da DA. É uma doença cerebral progressiva e fatal, associada à redução da capacidade cognitiva e à perda de memória.

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Dermatofitose em Coelhos

Transmissão e Tratamento

 

Estudo sobre Microsporum sp

ü  Neste trabalho a ocorrência de Microsporum sp foi de 35,2% (18/51) dos animais com alterações dermatológicas que realizaram o diagnóstico através da cultura fúngica, porém este valor pode ser maior do que o apresentado, pois dos 165/364 (45,3%) animais que apresentaram alterações dermatológica apenas 51/ 165 (30,9%) realizaram o método diagnóstico através da cultura fúngica;

ü  Estes resultados mostram que o Microsporum sp ocorre na população de coelhos domésticos e está ocorrência assume um relevante papel na clínica veterinária.

 

O acompanhamento médico-veterinário para intervenções medicamentosas ou para consultas preventivas para orientações sobre manejo, prevenção e esclarecimentos biológicos e clínicos devem ser mais explorados para o controle desta afecção afim de evitar-se riscos de surtos.

 

Transmissão

 

à Ambientes onde tenham existido animais infectados podem ser fontes potenciais de contágio, sendo que as dermatofitoses são extremamente contagiosas e, facilmente transmissíveis aos humanos (VAN ROOIJ; DETANDT; NOLARD, 2006);

à A transmissão ocorre por contato direto entre animais infectados, por via aerógena ou através de fômites;

à Os animais doentes constituem uma fonte importante de contágio, através da presença de esporos disseminados na sua pelagem à volta das lesões (DONNELLY; RUSH; LACKNER, 2000; WEITZMAN; SUMMERBELL, 1995).

 

Tratamento

 

O tratamento compreende no uso concomitante de agente tópico, sistêmico e tricotomia.

 

à A droga de escolha para ser usada por via sistêmica é a griseofulvina (25 mg/kg/dia, VO, durante 3 semanas ou até a cura), deve-se evitar seu uso em animais prenhes;

à As substâncias tópicas podem ser utilizadas, como o iodo;

à O lufenuron é uma alternativa como droga sistêmica, pois pode ser utilizada por via oral, na dosagem de 100 mg/kg e repetir a dose um mês depois (MEDLEAU, 2003)


Referências:

COUTO, E. P.; PINTO, D. G.; SANTOS, P. M. D. Dermatofitose por Microsporum sp em coelho (Oryctolagus cuniculus): Levantamento de caso / Dermatophytosis caused by Microsporum sp in rabbit (Oryctolagus cuniculus) - Waiver case / La dermatofitosis causadas por Microsporum sp en conejos (Oryctolagus cuniculus) - Caso Renuncia. Nosso Clín. 2014.

DONNELLY, T. M.; RUSH, E. M.; LACKNER, P. A. Ringworm in small exotic pets. Seminars in Avian and Exotic Pet Medicine, 9, n. 2, p. 82-93, 2000/04/01/ 2000.

FRANÇOIS QUINTON, J. Novos Animais de Estimação - Pequenos Mamíferos. Roca 2005.

MEDLEAU, L. H., KEITH. Dermatologia de Pequenos Animais. Atlas Colorido e Guia Terapêutico. Rocca 2003.

VAN ROOIJ, P.; DETANDT, M.; NOLARD, N. Trichophyton mentagrophytes of rabbit origin causing family incidence of kerion: an environmental study. Mycoses, 49, n. 5, p. 426-430, Sep 2006.


Autor(a)

Equipe Técnica Consulfarma
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